VÍDEO: Depoente se nega a responder pergunta na CPMI do INSS e confronta Senador ao vivo
A temperatura subiu na CPMI do INSS. Durante a sessão ao vivo, a depoente Patrícia Bettin Chaves, defensora pública, entrou em confronto direto com o senador Marcos Rogério (PL-RO) ao se recusar a responder uma pergunta, gerando um momento de alta tensão na comissão que investiga fraudes na Previdência Social.
Confesso que cenas como essa, embora ríspidas, são a mais pura expressão do embate político. O que os vídeos curtos não mostram, mas a análise do regimento do Congresso confirma, é a linha tênue entre o direito de um depoente e o poder de investigação de um parlamentar.
Neste artigo, vamos detalhar o confronto, explicar as regras para um depoimento em uma CPMI e analisar o que esse embate sinaliza para os próximos passos da investigação.
O Embate entre a Depoente e o Senador
O confronto teve início quando o senador Marcos Rogério fez uma pergunta à defensora pública. Incomodada com o questionamento, Patrícia Chaves se negou a responder, o que imediatamente causou reação na mesa diretora.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interveio e alertou a depoente sobre suas obrigações legais.
Regra da CPMI: Por lei, depoentes convocados para uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mesmo que na condição de testemunhas, não podem se recusar a responder às perguntas dos parlamentares, exceto em situações que possam autoincriminá-los, conforme o direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo. Saiba mais no portal do
. Congresso Nacional
Mesmo após o alerta, a tensão continuou. A defensora enfrentou diretamente o senador, acusando-o de "colocar palavras em sua boca", um sinal claro de que a linha de questionamento de Marcos Rogério estava sendo vista por ela como uma tentativa de induzir uma resposta.
Uma CPMI com Ânimos Aflorados
O embate entre a defensora pública e o senador Marcos Rogério na CPMI do INSS é mais do que um incidente isolado.
Ele demonstra que a comissão, comandada pela oposição, adotará uma postura incisiva em seus questionamentos, enquanto os depoentes podem adotar uma estratégia de resistência.
A depoente Patrícia Chaves se negou a responder uma pergunta do senador Marcos Rogério, gerando tensão na CPMI.
O presidente da comissão, Carlos Viana, interveio para lembrar a depoente de sua obrigação de responder.
O confronto indica que as futuras sessões da CPMI do INSS devem ser marcadas por fortes embates políticos.
Este episódio serve como um prenúncio do clima que deve dominar a investigação sobre as fraudes em benefícios previdenciários nos próximos meses.
Você acredita que a postura firme dos parlamentares é necessária para o sucesso da investigação, ou pode intimidar as testemunhas? Deixe sua opinião nos comentários.
Nenhum comentário