Violência Contra a Mulher: Metade da Verba do governo Lula está parada e não foi usada em 2025


 

Dados recentes extraídos do Portal da Transparência lançam luz sobre um gargalo preocupante na gestão de recursos de segurança pública no Brasil. Durante o ano de 2025, sob a gestão do então ministro Ricardo Lewandowski, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) deixou de aplicar mais de 50% da verba destinada especificamente ao enfrentamento da violência contra a mulher.

O orçamento reservado para a implementação de iniciativas nesta área já era considerado restrito por especialistas: cerca de R$ 1,5 milhão. No entanto, o valor efetivamente pago e executado pela pasta somou apenas R$ 735.564,17, o que corresponde a 48,35% do total disponível.

Baixa Execução em Ano de Recorde Trágico

A subutilização dos recursos chama a atenção quando contrastada com a realidade da segurança pública no mesmo período. O ano de 2025 foi marcado por um recorde negativo: o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio, segundo dados do próprio Ministério da Justiça.

Essa estatística alarmante representa uma média de 4 mortes por dia. A ineficiência na execução orçamentária levanta debates sobre a capacidade de gestão e a priorização de pautas urgentes dentro da pasta durante o último ano.

O Cenário para 2026: Mais Dinheiro, Mesmo Ritmo?

Com a troca de comando no Ministério da Justiça, assumindo o ministro Wellington César, o cenário orçamentário mudou drasticamente.

Para o ano de 2026, a pasta conta com um caixa reforçado para esta rubrica, totalizando R$ 24 milhões — um salto significativo em comparação ao ano anterior.

Apesar do aporte financeiro mais robusto em um ano decisivo, o ritmo de trabalho ainda preocupa os órgãos de controle. Até o fechamento desta análise, a execução do novo orçamento permanece em 0%, sem o registro de novos investimentos pagos.

A expectativa é que, com o aumento da verba, o governo federal consiga destravar programas essenciais de proteção e acolhimento, revertendo a curva ascendente da violência de gênero no país.

Nenhum comentário